16º Congresso Brasileiro de Clínica Médica

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Dados do Trabalho


Título

CLASSIFICAÇAO DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE SINDROME DO PE DIABETICO EM USUARIOS DE UMA UNIDADE BASICA DE SAUDE

Fundamentação/Introdução

INTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença caracterizada pela hiperglicemia. Configura-se em desafio à saúde pública brasileira, por ser fator desencadeante de complicações como a Síndrome do Pé Diabético. Essa caracteriza-se pela existência de infecção, ulceração e/ou destruição dos tecidos profundos associados a anormalidades neurológicas, culminando em amputação, sepse ou mesmo o óbito desses indivíduos.

Objetivos

OBJETIVO: Identificar os fatores desencadeantes do pé diabético e classificar o grau de risco para desenvolvimento de ulcerações das pessoas portadoras de DM 2 cadastradas no programa Hiperdia da UBS do Carmelândia de Belém – PA.

Delineamento e Métodos

MÉTODO: Realizou-se um estudo transversal analítico, a partir de questionário específico desenvolvido pelos autores. Foram incluídos 29 indivíduos que apresentavam diagnóstico prévio de DM 2 e estavam em acompanhamento na UBS. Posteriormente, fez-se exame clínico com avaliação dos membros inferiores, incluindo condição dermatológica, ortopédica, circulatória e neurológica. A partir desse, foi possível estratificar o risco do pé diabético segundo o International Working Group on the Diabetic Foot. Os dados foram resumidos através de estatística descritiva e utilizou-se análise inferencial para avaliar possível associação entre as variáveis, estabelecendo-se nível alfa em 0,05 para rejeição de hipótese de nulidade.

Resultados

RESULTADOS: Os 29 participantes eram, em sua maioria, mulheres (62,1%), com média de 64,2±11,1 anos. Do total de participantes, a maioria apresentava ensino fundamental completo/incompleto (69%) e tinham como fatores de risco associados mais frequentes: tabagismo e etilismo em 3,4%. Quanto ao estado nutricional: 24,1% eram eutróficos, 44,8% apresentavam sobrepeso e 31,1% obesidade. Apesar do tratamento do DM2, a maioria (72,4%) apresentava glicemia capilar ocasional ≥ 200 mg/dL, e estavam fora da meta pressórica (72,4%), com PA ≥ 140/90 mmHg. Ao exame neurológico, a sensibilidade vibratória nos maléolos esteve presente em 90% dos indivíduos, 75% apresentaram sensibilidade nas falanges; ao passo que 89,6% não tinha amputação no pé direito e 89,7% não tinha no pé esquerdo. A classificação do risco possibilitou identificar que a prevalência da síndrome do pé diabético foi de 37,9%.

Conclusões/Considerações finais

CONCLUSÃO: Uma proporção importante da amostra apresentou um ou mais fatores predisponentes para o desenvolvimento de complicações relativas à síndrome do pé diabético, haja vista a elevada prevalência dessa nesse grupo.

Palavras Chave

Diabetes Mellitus, Pé Diabético, Fatores de Risco.

Área

Clínica Médica

Instituições

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA - Rio Grande do Sul - Brasil

Autores

EVELYN DE CASSIA PEREIRA COSTA, DAVID HALLEN PINTO DE OLIVEIRA, MARIZABEL PARENTE LINS