16º Congresso Brasileiro de Clínica Médica

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Dados do Trabalho


Título

RELATO DE CASO: POLIMIALGIA REUMÁTICA ASSOCIADA A ARTERITE DE CÉLULAS GIGANTES: UM DESAFIO PARA O CLÍNICO

Fundamentação/Introdução

INTRODUÇÃO. A polimialgia reumática (PMR) se manifesta por dor e rigidez proximal da cintura escapular e pélvica, associados a rigidez matinal prolongada. É uma doença imunomediada caracterizada por marcadores inflamatórios elevados, em cerca de 50% dos pacientes podem ter associação com a arterite de células gigantes (ACG). ACG é uma vasculite de artérias de médio e grande calibres. Entre as manifestações clínicas típicas estão cefaleia temporal, dor e claudicação mandibular, distúrbios visuais, além de, sintomas sistêmicos. O diagnóstico da PMR é essencialmente clínico, pode haver provas inflamatórias elevadas na fase aguda da doença. Tanto a PMR como ACG se desenvolvem mais em mulheres e acima de 50 anos.

Objetivos

OBJETIVO. Discorrer sobre os desafios de diagnosticar duas doenças inflamatórias autoimunes, uma vez que o diagnóstico é essencialmente clínico e pode ser facilmente confundida com entidades benignas como a fibromialgia.

Delineamento e Métodos

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Resultados

DESCRIÇÃO DO CASO. Feminino, 47 anos, hipertensa, há 3 meses com queixa de dor em ombros e quadris com rigidez matinal prolongada. Referia surgimento de cefaleia holocraniana, temporal, nucal, com intensa sensibilidade no couro cabeludo. Apresentava dor na palpação da bursas trocantérica e ombros, com sensibilidade no território de artérias temporais. Vinha sendo tratada como fibromialgia, sem melhora dos sintomas. Relatou várias idas ao PS pela cefaleia e hipertensão arterial, sendo a cefaleia atribuída a HAS. Diante da suspeita de PMR associada a ACG, foram solicitadas provas de atividade inflamatória, com VHS de 50 PCR 9,2. Confirmado o diagnóstico e prontamente introduzido corticoterapia pelo risco de amaurose, com regressão dos sintomas. No entanto, durante o desmame de corticoide, paciente recrudesceu os sintomas sendo necessário a introdução de metotrexato. Segue em difícil desmame de corticoide, aguandando início de tocilizumabe.

Conclusões/Considerações Finais

CONCLUSÃO. A ocorrência é relativamente comum de ambas entidades e não há disponível na literatura critérios diagnósticos validados para ACG e PMR. Pacientes podem ser submetidos a tratamentos equivocados pela ausência do diagnóstico correto. Desta forma, destaca-se o papel relevante do clínico no levantamento desta hipótese diagnóstica e imediatamente iniciar o tratamento com corticoide e referenciar ao reumatologista.

Palavras Chave

DESCRITORES. Polimialgia reumática; arterite temporal; células gigantes;

Área

Clínica Médica

Instituições

FUNDAÇÃO BENEFICENTE RIO DOCE - Espírito Santo - Brasil

Autores

ANA LUIZA CARNEIRO DE FREITAS, RAFAELA MINEIRO OLIVEIRA DE SOUZA , FERNANDA SANT'ANNA COSTA, LUCAS LOPES DE SOUZA, THAIS GOMES COLODETTI