16º Congresso Brasileiro de Clínica Médica

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Dados do Trabalho


Título

NEFROESCLEROSE HIPERTENSIVA MALIGNA: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

Emergência hipertensiva em paciente jovem sem fatores de risco, que evidencia a importância de abordagem sindrômica inicial e manejo após diagnóstico etiológico.

Objetivos

Ressaltar a importância do atendimento da emergência hipertensiva, bem como elencar diagnósticos diferenciais importantes e a propedêutica necessária.

Delineamento e Métodos

RUS, 37 anos, sexo masculino, previamente hígido, relatava dor epigástrica recorrente há 3 meses, em aperto, e dispnéia aos esforços. Informava ainda perda ponderal de 5Kg nos últimos 3 meses, espumúria e períodos de turvação visual transitória com cefaléia recorrente. Admitido com hipertensão importante, dor epigástrica e o ECG evidenciava infra de ST e inversão de onda T em parede inferior, sendo diagnosticado inicialmente síndrome coronariana aguda sem supra de ST (SCASST). Marcadores de necrose miocárdica positivos e com curva ascendente. Iniciado protocolo de SCA e vasodilatador venoso com desmame gradual e progressão de vasodilatador oral concomitante. Além disso, fundo de olho com papiledema bilateral, exames com anemia hemolítica microangiopática (AHMA) e disfunção renal grave. Dessa forma, aventada também hipótese de nefroesclerose hipertensiva maligna (NHM), sendo otimizado o tratamento do quadro hipertensivo.

Resultados

Evoluiu com piora progressiva de função renal. Durante a internação, manteve hipertensão de difícil controle. Iniciada diálise por piora das escórias (Cr 9,7 e Ur 221). Propedêutica inicial com dosagem sérica de aldosterona e atividade de renina plasmática elevadas, doppler de artérias renais sem estenoses, propedêutica para feocromocitoma e função tireoideana normal. A cinética do cálcio evidenciou hiperparatireoidismo secundário (HPTS) e, ao ultrassom, foram vistos rins reduzidos de tamanho, em estágio terminal, sendo iniciado o manejo de doença renal crônica e HPTS.

Conclusões/Considerações Finais

SCA é uma emergência hipertensiva comum no pronto socorro e de manejo bem documentado. Já a NHM é uma entidade clínica mais complexa e com diagnósticos diferenciais desafiadores, que merecem reconhecimento precoce, tratamento e manejo adequado. Outros diagnósticos diferenciais de AHMA, são: síndrome hemolítica urêmica, púrpura trombocitopênica trombótica e doenças reumatológicas em atividade como Lupus Eritematoso Sistêmico. A diferenciação entre eles, a propedêutica adequada e a rápida tomada de decisão, são essenciais para a boa evolução do paciente e melhora do prognóstico, já que requerem tratamentos distintos.

Palavras Chave

Nefroesclerose hipertensiva maligna, Síndrome coronariana aguda, Hipertensão arterial secundária, Anemia hemolítica microangiopática,

Área

Clínica Médica

Autores

BARBARA LOPES FARACE, BRENO ALVES ARAUJO, DÉBORA DORNELAS DA CUNHA, LUIZA AGUIAR FALCI, LUIZA ESTHER DE ARAGÃO RAMOS