16º Congresso Brasileiro de Clínica Médica

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Dados do Trabalho


Título

PERFIL DE RESISTENCIA AOS ANTIMICROBIANOS DE BACTERIAS GRAM-POSITIVAS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ONCOLOGICA

Fundamentação/Introdução

As Infecções de Corrente Sanguínea (ICS) aumentam permanência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, consequentemente, exposição aos riscos inerentes da internação. Os principais patógenos causadores são Staphylococcus coagulase negativa.

Objetivos

Avaliar o perfil de resistência antimicrobiana de bactérias gram-positivas em UTI oncológica.

Delineamento e Métodos

Este é um estudo observacional, do tipo caso-controle e de caráter quantitativo, realizado na UTI-II de um hospital de referência em oncologia do Maranhão entre janeiro de 2016 a dezembro de 2018 com pacientes oncológicos ou não, a partir de 15 anos de idade, advindos das alas clínicas do hospital ou transferidos pela central de regulação de leitos do Estado. Os dados foram obtidos a partir de prontuários e evoluções do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, e relatório microbiológico do laboratório do hospital.

Resultados

Foram analisados 515 prontuários de pacientes admitidos na UTI-II do hospital que realizaram coleta de hemoculturas, dentre os quais 26% apresentaram crescimento. Constatou-se que as infecções, em sua maioria, foram causadas por bactérias gram-positivas, sendo que os mais afetados foram pacientes oncológicos com idade média de 60-80 anos, tendo uma prevalência patogênica do gênero Staphylococcus epidermidis (22%). Quanto ao perfil de resistência antimicrobiana, os principais antibióticos acometidos são tigeciclina (62%), amicacina (62%), cefepime (61%), imipenem (59%), meropenem (58%), ampicilina (58%) e ceftriaxona (53%). Nos pacientes oncológicos, há maior resistência à amicacina (36%), imipenem (36%), meropenem (35%) e tigeciclina (35%), enquanto os não oncológicos são mais resistentes ao cefepime (28%), tigeciclina (27%), ampicilina (27%), amicacina (26%), imipenem (23%), meropenem (23%) e ceftriaxona (22%).

Conclusões/Considerações finais

De acordo com os dados encontrados no hospital, nos pacientes oncológicos infectados por bactérias gram-positivas há maior resistência aos beta-lactâmicos, já que estes são recomendados como o tratamento empírico de neutropenia febril. A resistência a esta medicação é um indicador de que antimicrobianos recentes e de amplo espectro já estão suscetíveis a se tornarem obsoletos, caso não haja o uso adequado. Nesse ínterim, é relevante que cada instituição considere seu perfil de resistência antimicrobiana e oriente os profissionais dos serviços de saúde quanto ao uso racional de antimicrobianos.

Palavras Chave

Bactérias gram-positivas. Resistência antimicrobiana. Unidade de terapia intensiva.

Área

Clínica Médica

Autores

LEONARDO SILVA DOS SANTOS, ISLANARA DIÓGENES URBANO SOUSA, FRANCISCA LUZIA SOARES MACIEIRA DE ARAÚJO, NIDIA RUBIA MUNIZ RAMOS SOARES, ANA BEATRIZ MARTINS DE SOUZA