16º Congresso Brasileiro de Clínica Médica

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Dados do Trabalho


Título

Citomegalovirose intestinal: relato de caso de paciente portadora de HIV com úlcera em ceco e evolução para choque séptico

Fundamentação/Introdução

Introdução: O Citomegalovírus (CMV) é um DNA vírus da família Herpesviridae extremamente prevalente na população, podendo chegar a 100% nos indivíduos acima de 40 anos. Em imunocompetentes, a infecção por CMV é assintomática ou se apresenta como uma síndrome mononucleose-like; porém em imunossuprimidos, o CMV pode ter acometimento sistêmico e envolver diversos órgãos.

Objetivos

Objetivos: Apresentar um caso grave de citomegalovirose intestinal, ressaltando as especificidades no manejo de uma paciente HIV positiva sem uso de Terapia Antirretroviral (TARV) há 10 anos.

Delineamento e Métodos

Delineamento e Métodos: Relato de caso

Resultados

Resultados: Paciente feminina, 34 anos, branca, evangélica, solteira, vendedora, natural do Rio de Janeiro. Queixava-se de “dor na barriga e saída de fezes pela vagina”. Relatava uma diarreia há 4 meses associada a perda ponderal de 10kg e dor abdominal, sobretudo em hipocôndrio direito; além do surgimento de uma fístula vaginal, com a saída de fezes. Comorbidades: Hérnia de disco em L4-L5; ansiedade. Negava HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Exame físico: hipotensa, taquicárdica, taquipneica, lúcida e orientada, regular estado geral; abdome doloroso à palpação em quadrante inferior direito; presença de úlceras e orifício fistuloso em margem anal e na vagina; manobra de Laségue positiva à esquerda; fundoscopia sem alterações. Colonoscopia: nicho ulceroso ovalar fibrinoso, bordas regulares e elevadas, medindo 15 mm no maior eixo, envolto por mucosa com ingurgitação linfática no ceco, cuja biópsia evidenciou células mesenquimais com inclusões intranucleares eosinofílicas, definindo citomegalovirose intestinal; Endoscopia Digestiva Alta: sem alterações; sorologia para HIV reagente (após resultado paciente admitiu já saber ser portadora de HIV há 10 anos, sem uso de TARV); PPD não reator; Ressonância de pelve: presença de fístula anu-vaginal. Evoluiu com choque séptico por Klebsiella multirresistente por provável translocação bacteriana no intestino, ficou 20 dias sob os cuidados da Terapia Intensiva, tendo permanecido intubada por 10 dias; retornou à enfermaria com disfunção renal necessitando de troca do esquema TARV; recebeu alta com seguimento ambulatorial.

Conclusões/Considerações Finais

Conclusões: O caso permite reflexões sobre diagnósticos diferenciais importantes, sobretudo as doenças inflamatórias intestinais, ao mesmo tempo em que destaca a importância do uso da TARV por pacientes que vivem com HIV, evitando a instalação de doenças oportunistas e imunossupressão grave.

Palavras Chave

Palavras-chave: citomegalovírus; citomegalovirose intestinal; HIV

Área

Clínica Médica

Instituições

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ) - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

PAULO ROBERTO BOSE XIMENES PEDROSA, LUIZ ANDRE VIEIRA FERNANDES, LUIZ FELIPE OTONI AVELIN RIBEIRO ISIDORO, ISABELA CAMINHA FERRAZ VITELLI, ANA TARASIUK DE GOUVEIA